domingo, 24 de julho de 2011



Justiça infinita

Passamos a noite anterior e
Pra quem é iniciante em magia, encinarei algumas poções muitos úteis, feitiços indispensáveis e muita outras coisas.
Você só sabe verdadeiramente algo quando é capaz de ensiná-lo. Você só terá abundância quando acrescentar valor à vida de outros.
Isto não quer dizer que temos que dar tudo que temos, mas acima de tudo é a habilidade e a disposição para dar que nos traz tudo isso.
O que quer que você esteja segurando e escondendo do mundo - suas habilidades, seus pensamentos, sua paixão, seu conhecimento, seu entusiasmo,sua coragem está, segurando você. 
As riquezas que você possui, sejam elas materiais, intelectuais ou espirituais não tem valor nenhum se você não as usar.m claro. Pelo menos eu não dormi. Brindávamos. O mais jovem insistia em tragar no cachimbo de ópio. Quantas vezes o aconselharam a parar com isso? Chega de hipocrisia. Entendemos sua incessante procura por fuga. Buscamos o mesmo, de outra forma. Nesse momento nada de desentendimentos entre nós. Nada nos desconcentraria do objetivo comum. Paz. Lembro que sobravam motivos para comemorar. Éramos todos casados e muito bem casados. Juntos formávamos uma imensa família. Ah, nossos filhos! Quantas alegrias eles ainda nos darão. E as mulheres? Não há na face da Terra maior sensualidade. São nossas mulheres. Amanhece. Mesmo ouvindo frases balbuciadas, pego no sono. Letargo. Sonho. O primeiro, suave, remonta minha infância. Pastoreio, aprendizado e dança. Antes de ser interrompido sonho com Ele. Furioso, Indignado, Decepcionado. Debato-me, sou acordado. Horas se passam. Olhares de cumplicidade transmitem confiança mútua. Estamos unidos. É noite de segunda-feira no Hemisfério Ocidental. Nosso pequeno quarto está úmido de suor e ansiedade. Tento lembrar do sonho. Em vão. Malas prontas, orações feitas. Rumamos ao aeroporto. O coração dispara, o corpo treme. Passagens compradas. Nos dirigimos ao "check in". A espinha trava, sorrimos. Presencio acenos, despedidas, abraços. De meus olhos corre uma lágrima. Engulo-a. Entramos no avião. Não penso, apenas visualizo nosso sucesso. Legitimo em pensamento o que estamos prestes a fazer. Penso em minha pátria. Meus irmãos, minha linhagem, nosso povo. Sinto-me diferente, pareço estar flutuando, em transe. Não sou uma pessoa. Não mais. Sou a mais importante engrenagem da justiça. Estou perto de Deus. Ele entenderá e nos perdoará. Somos quatro. Somos um. O mais jovem domina o ambiente com facilidade. Vejo ingleses, russos e norte-americanos. Medo, pânico, conspiração. Agora estamos no comando. Eles pagarão por demonizar nossa fé, marginalizar nosso povo e roubar nossas riquezas. Sonho com a paz. "O fim justifica os meios". Maquiavel? Não. Maomé. De que adiantou subestimar nossa cultura? Para que ostentar o poderio de sua civilização com monumentos ao capitalismo opressor. Nunca hesitaram em nos bombardear. Aliados nunca foram. Traidores sim. Semearam a discórdia. Oito e trinta, pouca gente nos prédios. Hora de pagar pelo preço do seu Império.

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